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MORETTO, Rodrigo. Critica Interdisciplinar da Pena de Prisão: Controle do Espaço na Sociedade do Tempo. Rio de Janeiro: Lumen Juris.

Acontece, caro leitor, que o tempo é o verdadeiro significante da pena e, somente a partir da compreensão de que cada observador possui sua própria medida pessoal de tempo e da necessária dicotomização entre tempo objetivo e tempo subjetivo, é que a pena privativa de liberdade mostra sua verdadeira dimensão punitiva. Além disso, a própria legitimação das teorias calcadas na ressocialização e na prevenção (geral e especial) encontra mais um obstáculo na barreira do tempo. Daí por que, na esteira dos agnósticos, estou cada vez mais convencido de que a pena é puro exercício de poder e, portanto, imprescindivelmente condicionada no tempo. E o limite temporal para o exercício desse poder de punir, seja pela duração da pena, seja pelo direito de ser julgado num prazo razoável, adquire, a cada dia, maior relevância. Eis o ponto nevrálgico da obra: o tempo no cárcere.

MORETTO, Rodrigo. FERRAZ, Letícia Saraiva. Procedimentos no Processo Penal, Prisões Cautelares, Provas e Medidas Assecuratórias: Doutrina e Jurisprudência. Porto Alegre: Linus.

A iniciativa de se debruçar sobre a temática processual penal hoje no Brasil implica a eleição de uma vereda sobremaneira árida. A doutrina processual penal é dominada pela visão da teoria geral do processo –civil, diga-se de passagem-, calcada em um discurso hegemônico, o qual se dissemina com a mesma naturalidade que seus porta-vozes distribuem suas obras. Portanto, buscar um caminho que se afaste do senso comum torna, por si só, louvável a escolha dos autores.

MORETTO, Rodrigo. LOUREIRO, Antonio Tovo. CACENOTE, Alexandra Campanaro. Direito Processual Penal. Competência Penal, Sentença, Recursos e Ações de Impugnação: Doutrina e Jurisprudência. Porto Alegre: Linus.

É admirável a minuciosidade e a clareza da exposição, deixando o leitor à vontade para captar, sem grande esforço, pontos dos mais fundamentais e controversos.
É o estilo já revelado por estes novos juristas, a quem parabenizo por se tratar de pessoas que merecem minha afeição e cuja inteligência superior admito e proclamo.
Como coordenador do Núcleo de Estudos de Processo Penal da Escola Superior da Magistratura (AJURIS), nunca apreciei tratar pessoalmente da matéria em tela (competência), daí por que convidei e me deliciei com a palestra do colega Rodrigo Moretto, justamente sobre o tema inicialmente focado e que foi sumamente aplaudido pelos colegas integrantes do grupo.
Tenho convicção inabalável que o presente trabalho será de consulta obrigatória de todo concursista.